Minha História
Olá, olá! Meu nome é Ana Terra, uma escritora brasileira que recentemente largou uma vida de cinco anos
na Inglaterra em menos de dois meses
para morar na Tailândia.
Quase um
doguinho caramelo
Se você é brasileiro, vai saber exatamente o que quero dizer com isso.
Um doguinho caramelo é um cachorro de rua de origem desconhecida. Afetuoso, resiliente e impossível de categorizar.
Você olha para ele e se pergunta de onde veio, o que ele viveu nas ruas e como ainda está de pé, com o rabinho balançando.
Essa metáfora me descreve de forma desconfortavelmente adequada.
Eu venho de muitas etnias, histórias e contradições.
No papel, diversidade soa poética. Na vida real, pode ser isolante, como nunca pertencer completamente a nenhum lugar, ou como estar constantemente negociando quem você tem permissão para ser.
Eu cresci na quebrada. Não na versão romantizada, mas ali, onde a sobrevivência te ensina coisas que nenhum livro jamais te ensinará.
Por causa do meu histórico, meu corpo aprendeu o medo antes de aprender a segurança. Eu tive que chegar ao fundo do poço para entender o que realmente importava e em que direção eu queria que minha vida seguisse.
Em certo momento, eu não queria mais viver, mas, de alguma forma, continuei.
E sobreviver me forçou a enfrentar algo desconfortável: sob o desespero, o medo e a depressão, havia um amor profundo e teimoso pela humanidade e pelo nosso planeta.
Eu não conseguia desver. Eu não conseguia ignorar.
Então fiz uma promessa: parar de apenas sobreviver e começar a viver com intenção.
Foi quando viajar entrou na minha vida, não como uma forma de escape, mas como medicina.
Viajar me ensinou quem eu sou quando ninguém está olhando, o que me despiu de rótulos e me obrigou a ouvir, a observar e a conviver com o desconforto, a aprender com pessoas cujas realidades são bem diferentes da minha.
Então, deixei de me apaixonar por destinos; eu me apaixonei por perspectivas.
Com o tempo, meu caminho me levou a territórios indígenas no Brasil, incluindo o Xingu. Fui lá para aprender (não para salvar nem para liderar ninguém).
O que eu encontrei foi beleza, resiliência e injustiças intoleráveis. Comunidades que protegem florestas e sustentam o planeta, mas carecem de água potável, de saúde, de educação e de segurança.
Voltei desidratada, de coração partido e de pensamento transformado.
Desde então, minha vida se entrelaçou com o turismo sustentável e comunitário, com a colaboração indígena. Tenho ajudado a promover iniciativas nativas, a apoiar a circulação de suas artes, a construir visibilidade ética e a aprender (aprender constantemente!) como estar presente sem reproduzir danos coloniais.
Aqui, escrevo sobre viagem como transformação, não como consumo.
Sobre espiritualidade sem dogmas. Sobre se curar sem fingir que é linear, sobre atravessar o mundo com curiosidade, humildade e responsabilidade.
Eu não tenho todas as respostas e ainda estou tentando entender muita coisa.
Mas se você também está um pouco perdido, se vem das margens, se questiona as narrativas que lhe foram impostas, se acredita que viajar pode ser um ato de cuidado em vez de exploração, talvez não sejamos tão diferentes assim, afinal.
Entra! Imagina, não precisa tirar os sapatos. 💛

Ana Terra Azpilicueta
Escritora &
Criadora de Conteúdo
Movida a viajar, explorar
a cultura canábica e a questionar minha espiritualidade.
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Apoiando povos Indígenas e ajudando a dar palco a pessoas e projetos que realmente fazem a diferença no mundo.

Que tal um Brinde?

Defensora do Turismo Comunitário
O turismo de base comunitária é a minha forma favorita de viajar. Conviver com as comunidades locais promove empatia, consciência cultural, curiosidade e conexões humanas significativas.
Junte-se a nós nessa jornada e experimente uma forma de viajar que realmente faz a diferença.
Itinerários pela Europa, pela Ásia e pela América do Sul.

Eu vivi a maior parte da minha vida no Brasil, além de três meses na Holanda, quase seis anos na Inglaterra e, recentemente, um ano e meio na Tailândia. Em outras palavras, não passei apenas pelos lugares. Eu vivi, trabalhei e paguei contas neles.
Combinando minha experiência de viagens na prática com minhas habilidades jornalísticas, compartilho dicas práticas de viagem , entrevistas com locais e histórias de pessoas inspiradoras que viajam com propósito pelo mundo, além de muitas dicas reais de viagem para tornar sua jornada mais tranquila, leve e significativa.
Bem-vindos à minha bagunça poética, modafocas! 🫶🏽
Galeria
Eu viajo porque o mundo indo inspirador e cheio de histórias que valem a pena ser contadas.
Escrevo sobre viagens porque cada jornada me ajuda a descobrir quem sou e me impulsiona a desafiar os limites que fui ensinada a aceitar.




